segunda-feira, 16 de abril de 2012

Momento e pessoa: encontro perfeito




“Um dia alguém entrará em sua vida e te fará entender por que nunca deu certo com ninguém antes.” Autor desconhecido

       Você já reparou que atraímos pessoas conforme o nosso momento, nossas necessidades?  Nós encontramos fora o que na verdade mora dentro, como disse Fernanda Mello. E quando você acha que está preparado, pronto para ter algo... encontra a pessoa e depois de um tempo tudo desmorona. E lá se foram suas expectativas, planos, sonhos... para a gaveta das frustrações.
            Muitas vezes nós que estamos atraindo relações que não dão certo. Será que estamos abertos para ter algo sério? Será que era para não acontecer? Será que realmente aquela pessoa iria te fazer feliz?
        Por mais que no nosso consciente esteja certo e claro que queremos alguém, que queremos viver uma relação... podemos ter arquivado no nosso inconsciente um desejo oposto ao consciente. Isso faz com que escolhemos ou nos atraímos pela “pessoa errada”. E então surge a pergunta: Por que deu certo com ele(a) e não comigo?
        O que acontece é que a pessoa errada para um pode não ser para outro. O que caracteriza a pessoa errada são as incompatibilidades. Incompatibilidades do momento de cada um, de prioridades, de personalidade, etc. Sendo assim, ela pode dar certo com outra pessoa. Como disse as pessoas podem estar em momentos diferentes, podem ter prioridades que não se cruzam, que não se encaixam naquela fase das suas vidas. É simples e ao mesmo tempo complexo, afinal, aparentemente tinha tudo para dar certo.
            Para passar das primeiras noites, semanas, meses, precisa haver o encaixe das peças prioritárias e importantes para ambas às partes. E isso, só iremos descobrir vivendo, experimentando, nos permitindo e nos abrindo as oportunidades e pessoas que aparecem na nossa vida.
Se apareceu a pessoa errada para o momento certo ou se apareceu a pessoa certa, mas no momento errado, talvez não seja a pessoa adequada para o momento que estamos vivendo. As pessoas não surgem na nossa vida por acaso. Algum aprendizado sempre deixamos e/ou recebemos.
Muitas vezes, as pessoas aparecem na nossa vida como ponte para te levar a outra. Afinal, tudo está conectado e como disse William Shakespeare: “tem mais mistérios entre o céu e terra do que supõe nossa vã filosofia”. O importante é nunca deixar de acreditar que seu encontro perfeito vai acontecer.

terça-feira, 10 de abril de 2012

A mudança é um salto no escuro



Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Fernando Pessoa

          
Por que muitas vezes preferimos permanecer em situações ruins, que não são mais satisfatórias e que não são mais prazerosas? Primeiro ponto é aquela velha questão: se você continuar agindo da mesma forma continuará tendo os mesmos resultados. Se quisermos crescer, se quisermos ser mais, precisamos fazer diferente, pensar e agir para além do que já vem sendo feito.
            A importância do autoconhecimento está em entender quais foram os “Inputs”, quais foram as questões que nos levaram a permanecer, a aceitar determinadas situações na nossa vida que não nos faziam mais felizes, que já estavam esgotadas. O que mais explica os padrões de comportamento intrínseco dos seres é o que podemos observar no comportamento dos sapos em resposta a dois estímulos básicos. Sabe-se que quando um sapo é jogado em uma panela de água fervente, sua reação é imediata no sentido de saltar para fora. No entanto, se colocado na panela fria que vai sendo aquecida lentamente, não é capaz de reagir e saltar para fora quando começar o perigo de vida. Ele perde efetivamente essa capacidade de reação, permitindo que a situação determine a sua morte.
            Analogamente, é o que ocorre com o ser humano, frente a um quadro agudo ou a um chove (em nível físico ou emocional), e frente a um quadro crônico ou quadros emocionais que estressam progressivamente o indivíduo. A correria do dia-a-dia, as loucuras dessa nossa busca desenfreada, enfim, são coisas tão sutis que nem nos damos conta do mal que nos fazem. Vamos agindo e reagindo no automático.
            Precisamos saber enxergar o todo e nos enxergar diferente do que estamos sendo. Se nos projetarmos como mais um, seremos mais um. É fundamental trabalhar o pensamento, nos projetarmos e criar oportunidades para que o que queremos aconteça. Se determinadas situações não nos fazem bem, podemos começar nos visualizando fora dela. Como seria se fosse diferente? Se não estivéssemos mais ali? Como podemos nos conhecer melhor e não permitir estarmos numa panela de água fria que vai aquecendo aos poucos...
            Para mudar qualquer situação precisamos saber perder, abrir mão. Precisamos deixar para trás padrões, crenças, necessidades e até pessoas que não fazem mais parte desse mundo que construímos ou queremos hoje. Para sermos mais, para sermos grande, sejamos inteiros, como disse Fernando Pessoa. Mas, sejamos também conscientes e desapegados.
            Preferimos muitas vezes permanecer nas situações ruins ao desconforto da mudança.  Pois a mudança é um salto no escuro. No entanto, a partir do momento que vamos superando os obstáculos do caminho, que vamos solucionando problemas, as luzes vão se acendendo e quando menos esperamos ao olhar para o lado veremos refletidas as várias facetas do que somos e nem imaginávamos. Veremos aonde chegamos e mais: veremos o que nos tornamos.

Qualidade de Vida: sonho ou realidade?




“Há duas tragédias na vida: uma a de não satisfazermos os nossos desejos, a outra a de os satisfazermos.” Oscar Wilde

O termo qualidade de vida foi utilizado pela primeira vez por Lyndon Johnson, em 1964, então presidente dos Estados Unidos, que declarou: “...os objetivos não podem ser medidos através do balanço dos bancos. Eles só podem ser medidos através da qualidade de vida que proporcionam às pessoas”. (Revista Salus-Guarapuava-PR. jan./jun. 2007). Hoje temos muitas definições sobre qualidade de vida, pois é algo extremamente subjetivo e individual. Porém, ela envolve o bem físico, mental, psicológico e emocional, além de relacionamentos sociais, como família e amigos e também a saúde, educação, poder de compra e outras circunstâncias da vida.
Sendo a qualidade de vida, também, um conceito individual ela pode ter um significado em um determinado momento da sua vida e depois num outro momento ela pode passar a ter outro significado. Pode ser estar com sua família em casa todas as noites e curtir momentos de lazer, ou pode ser jogar bola com os seus amigos, se dedicar para o trabalho ou até mesmo não fazer nada.
Assim, como cada individuo tem um perfil comportamental, funciona e (re)age de determinada forma, cada indivíduo também escolhe como viver e aproveitar melhor a sua vida. Independente disso, não podemos esquecer que precisamos estar equilibrados em todos os aspectos que fazem parte de ser humano – familiar, social, afetivo e profissional.
Segundo Fritjof Capra em seu livro O Ponto de Mutação, para ser saudável, estar em equilíbrio, um organismo tem que preservar sua autonomia individual, mas, ao mesmo tempo, estar apto a integrar-se harmoniosamente em sistemas mais vastos. A doença é, portanto, uma conseqüência de desequilíbrio e desarmonia, e pode, com muita freqüência, ser vista como decorrente de uma falta de integração com o sistema, o meio. Ser saudável significa, portanto, estar em sincronia consigo mesmo – física e mentalmente – e também com o mundo circundante. Quando não existe essa sincronia o mais provável é que ocorra uma doença.
Numa pesquisa recente sobre Stress e Qualidade de Vida, foram ouvidos 480 executivos entre 28 e 52 anos de 328 empresas em nove estados e resultado é de ficar perplexo. "As pessoas estão muito doentes". Nada menos que 95% dos pesquisados declararam não ter visto os filhos crescerem, 89% disseram ter insônia e um percentual idêntico está frustrado com a carreira. A maioria toma calmante e a maioria teme perder o emprego. E mais: 75% sentem falta de lazer e 85% não tiram férias regulares. Apenas 10% se disseram bem-casados e 66% admitiram ter aventuras extraconjugais. Outro dado estarrecedor: 22% disseram que seus filhos usam drogas.  
Outro dado importante é que problemas causados pelo estresse - depressão, alcoolismo, hipertensão, dor de cabeça e outros - levaram 1,3 milhão de brasileiros a se afastarem do trabalho e receberem auxílio-doença, segundo uma pesquisa recente da UnB (Universidade de Brasília), divulgada no começo de abril de 2011. E o pior é que o stress ainda é tratado como bobagem ou frescura por muitas pessoas.
Hoje temos todo recurso de mobilidade, mas temos que estar na empresa cumprindo horário das 8h às 18h, por exemplo. Isso quando, para garantir uma boa imagem e mostrar que “vestimos a camisa” esse horário é extrapolado.
Até que ponto é incentivado o uso dos programas de qualidade de vida que as empresas, na sua maioria adotam, para sair nos rankings da melhores, maiores, etc? Se as empresas têm programas de qualidade de vida, considerando o bem estar físico, mental dos seus colaboradores por que as pessoas estão tão estressadas, tão insatisfeitas e o índice de afastamento só aumenta?
Tenho minhas dúvidas se cabe esperar algo que venha das empresas. Talvez, ainda demore um tempo para que “as empresas” entendam que estão lidando com pessoas e que cada uma delas tem suas particularidades. Esperar pela empresa é se eximir da nossa responsabilidade por nós mesmos. Podemos sim proporcionar a nós mesmos umas boas férias, um bom jantar, um bom final de semana. A busca pelo equilíbrio deve ser constante. O parar e refletir para que caminho estamos indo é fundamental para que não nos distanciemos das pessoas que nos cercam e, principalmente de nós mesmos. Que essa busca seja de uma forma saudável e não quando a doença se instaurar.
O engajamento profissional é para fazer o homem progredir em todos os aspectos. Afinal, se nos sentimos felizes no trabalho somente em véspera de feriado ou numa sexta-feira, certamente algo não está indo bem. Permita-se viver de forma equilibrada, e que seu trabalho seja um meio para a realização do seu projeto de vida, seus objetivos pessoais e uma oportunidade de evolução como ser humano.

“Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.” Mahatma Gandhi

Para descontrair um pouco faça o teste Você tem qualidade de vida? no site http://sitededicas.ne10.uol.com.br/teste_quavida.htm