quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Fazer o que se gosta - uma visão filosófica

Segundo Werner Jaeger, a educação é uma função tão natural e universal da comunidade humana, que pela sua própria evidência, leva muito tempo a atingir a plena consciência daqueles que a recebem e a praticam. A educação apresenta-se ainda como comunicação de conhecimentos e aptidões profissionais a cujo conjunto, na medida em que é transmissível, os Gregos deram o nome de techne.
Da educação, distingue-se a formação do homem por meio da criação de um tipo ideal intimamente coerente e claramente definido, que só é possível se oferecer ao espírito uma imagem do homem tal qual ele deve ser. Ou seja, a formação se manifesta na forma integral do homem, na sua conduta e comportamento exterior e na sua atitude interior. É claro que toda cultura se diferencia no que diz respeito aos valores espirituais e corporais dos indivíduos. Temos então a formação como forma aristocrática cada vez mais espiritualizada de uma nação. O tema essencial da história da formação grega é o conceito de Areté, que segundo o site Wikipédia[1], Areté (do grego ἀρετή areté,ês, "adaptação perfeita, excelência, virtude") é uma palavra de origem grega que expressa o conceito grego de excelência, ligado à noção de cumprimento do propósito ou da função a que o indivíduo se destina. [1] No sentido grego, a virtude coincide com a realização da própria essência, e portanto a noção se estende a todos os seres vivos. Segundo Sócrates, a virtude é fazer aquilo que a que cada um se destina. Aquilo que no plano objetivo é a realização da própria essência, no plano subjetivo coincide com a própria felicidade. Na Grécia Antiga, areté significava também a coragem e a força de enfrentar todas as adversidades, e era uma virtude a que todos aspiravam. A raiz da palavra é a mesma de aristos, que originou aristocracia, que significa habilidade ou superioridade, e era constantemente usada para denotar nobreza. O termo era aplicado para qualquer coisa, desde a descrição da boa fatura de um objeto utilitário até para indicar o cidadão exemplar e o herói, mas em todos os casos a areté de cada um envolvia valores diferentes. Em torno do século IV a.C., areté passou a incorporar outros atributos, como dikaiosyne (justiça), e sophrosyne (moderação e autocontrole). Platão incorporou esses novos significados tentando estabelecer uma nova definição para areté, Aristóteles ampliou seu trabalho e o conceito teve importantes repercussões no pensamento cristão.
Areté foi importante elemento na Paidéia grega, o conceito de educação integral para a formação de um cidadão virtuoso e capaz de desempenhar qualquer função na sociedade.  O treinamento na areté envolvia educação física, oratória, retórica, ciência, música e filosofia, além de educação espiritual.
Segundo Werner Jaeger tanto em Homero como nos séculos posteriores, o conceito de Areté é freqüentemente usado no seu sentido mais amplo, isto é, não só para designar excelência humana, como também a superioridade de seres não humanos: a força dos deuses, por exemplo. Para Jaeger é no conceito de areté que se concentra o ideal da educação dessa época.
Como se diz nada se cria tudo se transforma. O que queremos hoje é o mesmo que se queria ontem. Não existem fórmulas mágicas para se entender, para reconhecer o mundo e compreender os acontecimentos. A essência continua sendo a filosofia.

Referências Bibliográficas

JAEGER, Werner. Paidéia – A formação do homem grego. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
Wikipédia. "Areté". Disponível em: <>. http://pt.wikipedia.org/wiki/Aret%C3%AA… Acesso em 16.08.2010.


[1] Wikipédia é uma enciclopédia multilíngue online livre colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por várias pessoas comuns de diversas regiões do mundo, todas elas voluntárias. Por ser livre, entende-se que qualquer artigo dessa obra pode ser transcrito, modificado e ampliado, desde que preservados os direitos de cópia e modificações, visto que o conteúdo da Wikipédia está sob a licença GNU/FDL (ou GFDL) e a Creative Commons Attribution-ShareAlike (CC-by-SA) 3.0.[6][7] Criada em 15 de janeiro de 2001, baseia-se no sistema wiki (do havaiano wiki-wiki = "rápido", "veloz", "célere").

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dentro de mim: EU


Essa poesia, chamada Dentro de mim: EU, eu escrevi pensando um pouco na sensação quando conseguimos nos enxergar. Muitas vezes estamos tão preocupados em buscar fora, em admirar os outros, em buscar nos outros o que queremos, que esquecemos de olhar para dentro, de nos encontrarmos, de ter orgulho de quem somos. E, na maioria das vezes quando entramos em crise é que nos percebemos.
Eu penso que a crise é válida, importante, e deve existir, pois, se soubermos tirar dela o melhor, podemos evoluir, nos desenvolver. Ela nos permite o autoconhecimento. Quando você se conhece, conhece seus limites, até onde você pode ir e toma consciência do que você pode exigir de você mesmo, consequentemente, você entende que os outros também têm seus limites e estão dando a você e ao mundo, naquele momento, o que podem dar.
O essencial é não se perder de você e dos seus sonhos. Quando você tem sonhos e/ou objetivos as crises são escadas para realizá-los.

Me domine ou te devoro

            Não raras vezes, ouço as pessoas se definindo como “eu sou muito racional” ou “eu sou muito emoção”. Eu acredito sim, que existam pessoas que conseguem lidar com as emoções ou com a razão de uma forma melhor. Porém, por meio do desenvolvimento da inteligência emocional podemos deixar de ser “ou uma ou outra” e acabar com essa guerra e selar a paz – a sua paz! Sempre penso que a maior guerra que temos que enfrentar no nosso dia-a-dia é a guerra contra nós mesmos – malditos desejos!, como dizia Freud.
            Dominar as emoções não é descartá-las, jogá-las no “lixo”, ou seja, mandá-las para o seu inconsciente e tudo estará resolvido. Um exemplo muito prático de como isso não resolve é: você termina um relacionamento (de uma forma não muito amigável), passa-se um tempo e, como você não elaborou aquelas emoções... quando você encontra aquele ser – Boom!!! Seu coração só falta sair pela boca. Trabalhar essas emoções, entender o porquê daqueles sentimentos e compreender que isto faz parte de você é um processo racional fundamental para se ter algo resolvido emocionalmente. A emoção está para razão tanto quanto a razão está para a emoção. E a inteligência emocional define bem isso, segundo Salovey e Mayer "inteligência emocional é a capacidade de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si próprio e nos outros." (Salovey & Mayer, 2000).
            A filosofia, na sua busca de entender o homem – Quem somos? - já nos mostrou que separar emoção e razão não é o caminho para o encontro da sua paz. A razão muitas vezes até criticada é essencial, diria até que vital, para o entendimento das emoções. Sentir e não elaborar é não atravessar o rio, ou seja, é não se permitir mergulhar em você. A emoção nos permite sentir e a razão nos permite entender o que estamos sentindo. Excluir, separar, bloquear, optar entre uma e outra é abrir mão de todo potencial que temos, de toda racionalidade que nossa mente nos permite usar. Querer separá-la é arrancar um pedaço de você. Permita-se navegar entre razão e emoção sem medo de se conhecer. Dessa forma, você não será devorado nem por um e nem pelo outro.